Do Xingu à metrópole: saiba quem vive melhor na civilização do trabalho?
Djalba Lima
No Dia do Trabalho, comemorado no início de maio, vale inverter a pergunta habitual: não “quem trabalha mais?”, mas “quem vive melhor?” De um lado, um indígena do Xingu, inserido em um modo de vida em que a subsistência demanda poucas horas diárias — caça, pesca, coleta e convivência. O restante do tempo é ocupado por rituais, narrativas, descanso e observação do mundo.
De outro, um trabalhador da periferia da grande São Paulo: acorda antes do amanhecer, enfrenta até cinco horas de deslocamento...