Da travessia no deserto mexicano ao resgate pelo FBI, brasileira conta como sobreviveu ao tráfico humano nos EUA
Colaboraram João Paulo Alexandre e Mylenna Scheidegger
Aos 49 anos, a turismóloga e escritora Ana Santana afirma, sem hesitar, que ao longo da vida “nunca ficou sem trabalho”. “Sempre saía de um e entrava em outro”, resume. A frase pode ser interpretada quase literalmente. Filha de pais analfabetos, Ana conta que começou a trabalhar aos 10 anos para ajudar nas despesas de casa.
Não havia muito espaço para escolha. Em uma época em que a legislação trabalhista e a proteção a menores eram praticamente inexistentes...