Morte: o mar dos vazios
A morte é a maior ferida da experiência humana. Ela não leva apenas pessoas; leva versões de nós mesmos. Quando alguém parte, fica um vazio difícil de explicar, como um buraco aberto no peito que nenhuma distração consegue fechar. O mundo continua funcionando normalmente, mas, para quem perdeu alguém, tudo parece errado.
Isso acontece porque amar é permitir que outra pessoa habite dentro de nós. E, quando ela vai embora, leva consigo pedaços inteiros daquilo que éramos. O amor nos salva e nos destrói ao mesmo tempo.