Quando o debate político abandona a razão e abraça a superstição
A forma como a sociedade interpreta decisões políticas diz muito sobre o grau de confiança nas instituições. Um episódio aparentemente banal — uma conversa de bar entre juristas, advogados e um cidadão comum — revela um fenômeno preocupante: o deslocamento do debate político do campo racional para o imaginário supersticioso.
A discussão começa de maneira previsível, centrada na decisão do Supremo Tribunal Federal que limitou os chamados “penduricalhos” no Judiciário. Trata-se de um tema técnico...