Livro de Rosa Montero sobre a cientista Marie Curie é um manifesto sobre o que não nos mata
Helder D’Araújo
Especial para o Jornal Opção
A finitude é um tema atemporal e, de certa forma, implacável. Desde os relatos míticos até a severidade bíblica de que “o salário do pecado é a morte”, a humanidade tenta negociar com o fim criando a noção de alma — algo que sobreviva ao colapso do corpo. Em “A Ridícula Ideia de Nunca Mais Te Ver” (Todavia, 208 páginas, tradução de Mariana Sanchez), a escritora espanhola Rosa Montero, de 75 anos, não nega a perda, mas confessa o que realmente lhe dói...