A cada nova CPI, o país confirma o mesmo diagnóstico e mantém a mesma omissão
O Brasil tem um talento peculiar para produzir diagnósticos precisos e, ao mesmo tempo, ignorá-los com uma consistência quase institucional. A nova CPI do Crime Organizado, instalada no Senado, surge como mais um capítulo de uma longa história em que o país investiga, compreende e, ainda assim, falha em agir.
Não se trata de falta de informação. Ao contrário: há pelo menos duas décadas o Estado brasileiro sabe exatamente de onde vêm as armas que alimentam o crime. E essa constatação é tão incômoda quanto recorrente ...