Nas cavernas algorítmicas: o novo teatro das sombras
Imagem: Arquivo do Portal Fio do Tempo
Lucio Massafferri Salles*, Pragmatismo Político
Platão imaginou seus prisioneiros no fundo de uma caverna.
Acorrentados, de costas para a entrada, eles viam apenas sombras projetadas na parede à frente. Tomavam as sombras por realidade. Não por burrice. Mas, por não reconhecer outra coisa. A caverna era o mundo deles. O filósofo imaginava que a saída era possível. Que alguém, em algum momento, se libertaria das correntes e conseguiria sair.