“Eu não preciso acreditar. Eu sei.”
Abilio Wolney Aires Neto
A frase foi pronunciada em 1959, numa entrevista à BBC, por Carl Gustav Jung, que me servira como tema para modesta palestra agendada. Perguntaram-lhe simplesmente se acreditava em Deus. Ele respondeu com essa declaração que atravessaria o século como uma provocação intelectual e espiritual. Não era uma profissão de fé convencional. Tampouco era um desafio arrogante à teologia. Era algo mais sutil — e mais profundo.
Quando Jung disse “eu sei”, não estava...