Orelha, Baleia e o paraíso dos preás
Tadeu Alencar Arrais
Baleia queria dormir. Acordaria feliz, num mundo cheio de preás.
Graciliano Ramos, Vidas Secas, p. 181.
A cena é angustiante. Fabiano, após disparar a velha pederneira, recolheu-se. Baleia, desesperada, contorcia-se no quintal, achando abrigo, conforto, espojando-se, em um pé de juazeiro. A sede e o tremor tomaram conta do seu raquítico corpo enquanto o sangue escorria sobre a terra. Não há, sequer, um sinal de satisfação naquela atitude extrema.