Quando o velho mundo agoniza: Gramsci, Davos e o retorno da lei do mais forte
Djalba Lima
“O velho mundo agoniza, um novo mundo tarda a nascer e, nesse escuro-claro, irrompem os monstros.”
A frase de Antonio Gramsci (1891-1937 — viveu apenas 46 anos), escrita nos “Cadernos do Cárcere” nos anos 1930, nunca foi uma previsão mística. Era um diagnóstico histórico. O filósofo italiano observava o colapso da ordem liberal europeia do entreguerras e o surgimento de forças autoritárias que prosperavam justamente no vazio deixado por instituições em crise.
Quase um século depois...