A travessia e o risco na poesia de Adalberto de Queiroz
Carlos Willian Leite
Quando recebi o convite para organizar a seleção da seleta de poesia “Duro Feito Pedra, Frágil Feito Pólen”, de Adalberto de Queiroz, entendi que a tarefa não era apenas reunir poemas; era também oferecer ao leitor um trajeto possível de leitura. Uma entrada para esse conjunto que é, ao mesmo tempo, rio e ruína, impulso e hesitação.
Foi a partir desse trabalho — de selecionar e reordenar — que optei por um percurso invertido. Em vez de seguir a linha evolutiva da biografia...