Abecedário de Agostinho de Hipona: quando o ridículo é recusar o invisível
Ana Kelly Souto
Especial para o Jornal Opção
F de Fé
Depois do amor, do belo, da confissão e de Deus, a letra F chega com certo desconforto. F de fé. Palavra que, em tempos de gráficos coloridos e evidências mensuráveis, costuma produzir dois efeitos: ou é usada como muleta para justificar o que não se quer pensar, ou é descartada como herança mal digerida de um pensamento fraco, incapaz de sustentar-se racionalmente. Em ambos os casos, a fé é julgada antes mesmo de ser compreendida.