Abandonada pela Justiça há 22 anos, Sebastiana estuda Direito para achar a irmã
“A Justiça esqueceu, mas a gente não. E por quê? Porque a gente é preta? Porque a gente é pobre?” A frase é dita por Sebastiana Aparecida de Souza, dentro da mesma casa onde a irmã, Marcela Conceição de Souza, viveu até os 15 anos, no Jardim Anache, na região do grande Nova Lima, em Campo Grande. Passados mais de vinte anos desde o desaparecimento da adolescente, o endereço é o mesmo. A dor também. A equipe foi até a residência da família, onde a história parou em 2004. Quem atende à porta é a mãe.