Léo venceu o racismo e encontrou liberdade no próprio cabelo
Com doses generosas de autoestima e coragem para ser quem sempre quis, a técnica de enfermagem Leonice Conceição de Melo, a Léo, de 59 anos, transformou o próprio cabelo em símbolo de liberdade. Negra, de cabelo crespo, ela cresceu em um tempo em que “nada podia” e em que o racismo era escancarado. Na infância e adolescência, as ofensas eram diretas, dolorosas e constantes. “Era chamada de preta com tom ofensivo, de nojenta. Era daí para baixo”, lembra. Por muito tempo, a profissional de enfermagem...