Ideias velhas à espera do ano novo
Não sei se é o seu caso, altaneiro leitor, mas eu corto léguas de alegrias ruidosas, sobretudo as movidas a ideias velhas. Estas, afinal, não têm futuro algum, haja vista que são sementes chochas semeadas em terra árida. Para mim, a paz em não fingir é especial. Abro, no entanto, um parêntese para o fingimento do poeta.
Este foge à regra, visto que, ao “fingir que é dor a dor que deveras sente”, faz com que o leitor sinta bem numa dor diferente das duas tidas pelo poeta, mas numa dor que o leitor não tem.