Pássaros na Boca, de Samanta Schweblin, e o Sussurro de Cortázar
Soraya Castro
Especial para o Jornal Opção
Buenos Aires, janeiro de 2024. Eu, as ruas da cidade e uma vontade de comer medialunas. A fome era simples, o plano era simples, então entrei em um café que me pareceu simpático, sem entender muito bem o motivo.
Só dentro eu percebi: era o café que Julio Cortázar frequentava. Tinha uma estátua dele, num canto, aquele olhar levemente irônico que devia ter em vida, e me sentei na mesa em frente com a naturalidade de quem encontra um conhecido inesperado.